O que é matriz energética brasileira? Como ela opera e quais os tipos de energia existentes?

Saiba o que é a matriz energética brasileira, quais os principais tipos de energia renovável e não renovável que a compõem e projeções para os próximos anos.

Vamos começar este artigo esclarecendo uma dúvida comum: a diferença entre matriz energética e matriz elétrica. Os dois conceitos têm nomes muito parecidos, mas guardam diferenças entre si. 

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A matriz energética é o conjunto de fontes disponíveis para movimentar carros, preparar a comida no fogão e gerar eletricidade. Já a matriz elétrica abrange o conjunto de fontes disponíveis apenas para a geração de energia elétrica. Assim, a matriz elétrica é parte da matriz energética. 

Nosso país possui uma matriz energética muito diversa, que o coloca na frente de diversas nações, inclusive potências, quando o assunto é geração de energia e também no quesito energia limpa.  

Vamos aprender sobre a matriz energética brasileira com mais detalhes? Continue por aqui para conhecer as principais fontes de geração de energia no Brasil e as perspectivas para o futuro do mercado.

O que é a matriz energética brasileira? 

Chamamos de matriz energética brasileira a combinação de fontes utilizadas no país com o objetivo de atender a demanda por energia. Essa demanda pode partir de diferentes setores, residencial, comercial e industrial. Na matriz energética as fontes são representadas de forma quantitativa e podem ser renováveis ou não renováveis.  

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) é o órgão nacional responsável por consolidar, periodicamente, os dados referentes à matriz energética brasileira. O relatório mais completo do setor é conhecido como BEN – Balanço Energético Nacional.  

Matriz de geração energética brasileira: fontes renováveis e não renováveis

No BEN 2019, você encontra os dados referentes à oferta e consumo dos produtos energéticos no Brasil em 2018. Comparado ao ano anterior, 2017, houve um aumento de 2,3% na participação de fontes renováveis na matriz energética, alcançando um 45,3%. 

No gráfico a seguir você pode conferir a distribuição do uso das fontes de energia no Brasil, no ano de 2018. Ainda que as fontes não renováveis representem a maior parte da oferta interna de energia, pode-se dizer que a matriz energética brasileira é mais renovável que a mundial. Isso porque, segundo um comparativo realizado pela EPE, utilizando o ano base de 2016, as fontes renováveis no mundo representam apenas 14%, aproximadamente. 

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Quem utiliza a energia do Brasil 

Os setores que encabeçam a lista dos maiores consumidores de energia no Brasil são os transportes e as indústrias, que juntos representam mais da metade do nosso consumo. As residências alcançam quase 10% do total, enquanto os serviços beiram os 5%.  

Confira mais detalhes no gráfico a seguir: 

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Uso de fontes renováveis: perspectivas para o futuro 

Os investimentos em energias renováveis vêm aumentando ao longo dos anos. No mundo, o valor investido alcançou US$ 282,2 bilhões em 2019, 1% a mais em comparação ao ano anterior. Os países que mais injetam recursos no mercado de renováveis são a China e os Estados Unidos. 

O Brasil tem destaque em relação aos países da América Latina. Aqui somamos US$ 6,5 bilhões em investimentos na indústria de renováveis em 2019, cerca de 74% a mais que no ano de 2018.  

Esses números apontam para o esperado: um crescimento no uso da energia eólica e solar em todo o mundo, com mudanças positivas nos hábitos de consumo. A tendência é que as fontes de energia renováveis sejam a opção prioritária tornando-se, ano após ano, também mais econômicas. O meio ambiente agradece! 

Se você gostou desse artigo e quer saber como utilizar as fontes renováveis da matriz energética brasileira em seu negócio, recomendamos este conteúdo sobre o Mercado Livre de Energia. Até a próxima!